O Traço Continental de Abya Yala: Inscrição Territorial, Cosmopolítica e Reconfiguração da Land Art na Escala Planetária O trabalho que se estende do sul do Peru ao Centro-Oeste brasileiro, alcançando também o sul de Minas Gerais, pode ser compreendido como uma prática de land art que opera em uma escala inédita na história das intervenções territoriais. Ao contrário das obras paradigmáticas da land art estadunidense — como Spiral Jetty (Robert Smithson), Double Negative (Michael Heizer) ou Sun Tunnels (Nancy Holt) — que se inscrevem em paisagens desérticas e relativamente isoladas, esta intervenção se realiza sobre um território densamente habitado, culturalmente estratificado e cosmologicamente ativo: Abya Yala, denominação indígena que antecede e desafia a cartografia colonial da América Latina. A obra não se limita à criação de uma linha ou de uma geometria sobre o mapa. Ela se constitui como um ato de inscrição territorial, no qual o desenho não representa o continente, mas o inte...
Gabi Motta Cazumbá, o Brincante da Madrugada Tinta acrílica sobre tela 160 x 240 cm Reunindo doze artistas do Ceará, a Mostra STUM traz cerca de trinta obras que são resultado de trocas, compartilhamentos e colaboração entre os artistas. A Galeria Absurda abre as portas para a Mostra STUM, dentro do projeto “Absurdas Presente, Manutenção da Casa Absurda”, com curadoria do artista Dan Pelegrin. A exposição reúne obras e experiências que evidenciam o valor das práticas colaborativas na arte e convidam o público a refletir sobre como o compartilhamento, a solidariedade e a construção coletiva são importantes para o desenvolvimento de projetos, trabalhos e ideias. Inspirado pelos anos de convivência com os artistas dos ateliês livres de Cuiabá, MT, Dan Pelegrin traz para Fortaleza, CE, a experiência de um fazer artístico que não se constrói pela lógica da competição — tão reforçada pelo pensamento neoliberal, — mas pela força das trocas e das cooperações. Desde gestos cotidianos, como com...
Thais Galbiati, sem título , 2015, nankin sobre papel vegetal, 21 X 32 cm O Coletivo Stum inicia suas atividades de 2026 com a Mostra Stum Guaramiranga. A primeira exposição do coletivo aconteceu na Galeria Casa Absurda em 2025, com cerca de 30 obras de artistas cearenses. Com curadoria do artista Dan Pelegrin, a exposição em Guaramiranga marca o início de um ciclo de circulação. Para Guaramiranga, a mostra reunirá cerca de 20 trabalhos de 14 artistas, sendo alguns produzidos na Residência Stum e outros de artistas convidadas ou homenageadas. A exposição destaca o valor das práticas colaborativas na arte e convida o público a refletir sobre a importância da cooperação em vários aspectos da vida, incluindo o desenvolvimento de projetos culturais, obras de arte, ideias criativas, etc. Kleber Ventura. Maças . 2020. Acrílica sobre tela. 80 X 80 cm Texto A cooperação pode abrir caminhos que a competitividade não consegue? De certo modo, ceder, dar passagem, admitir um erro, flexibilizar hor...
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