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InVersões

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Aline Figueiredo Animadora e Crítica de Arte InVersões, 2016. O trabalho de Daniel Pellegrim, da série InVersões é resultado da sua investigação visual no campo da arte digital. A arte-computador, tendência ou técnica, é construída como uma extensão da Optical Art e da Arte Cinética que vem se praticando desde a segunda metade dos anos sessenta. Em 1968 no Instituto de Arte Contemporânea de Londres realizou-se a primeira exposição de Arte-Computador. Vladimir Bonacic (1938-1999), Karl Holzhauser (1944), Gottfriend Jager (1937) são artistas internacionais expressivos. No Brasil foi introduzida  através da irrequieta liderança de Valdemar Cordeiro (1925-1973), com a mostra intitulada “Arteônica/O uso criativo dos meios eletrônicos em arte,” realizada em São Paulo em 1972. Daniel Pellegrim, nasceu em Marialva no Paraná, em 1975 e veio para Mato Grosso em 1986. Começa a trabalhar com arte-computador a partir de 2000. Esta série “InVersões”, são exemplos de suas incursões p

Coisas que vi e InVersões

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Ludmila Brandão Doutorado em Comunicação e Semiótica, PUC/SP, 1999 Pós-doutorado em Crítica da Cultura pela Unversité d´Ottawa/Canada, 2005 Coisas que vi  e  InVersões  de Daniel Pellegrim Sanchez: o trabalho dos afetos, 2012. Catálogo da Mostra Para pensar os trabalhos que selecionei de Daniel Pellegrim, a Estética (ou o pensamento sobre a arte) que me convém é, sem dúvida alguma, aquela formulada pelos franceses Gilles Deleuze (1925-1995) e Félix Guattari. Distanciando-se das estéticas idealistas que privilegiam concepções de beleza, harmonia, sublime, etc., ou do campo da significação que, conforme a ácida crítica de Zulmira Tavares, faz do objeto apenas um pretexto para o jogo das interpretações, os franceses propõem uma estética baseada na sofisticada formulação da “sensação”, que não se confunde jamais com percepções e sentimentos. Não são os olhos (ou apenas os olhos), nem o coração (como órgão metafórico do sentimento), nem tão pouco o pensamento (ou apenas

Assimetria dos lados - Diálogos Pertinentes

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Maria José Sanches Licenciada em História pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Mestre em Artes pela Escola de Comunicação e Artes da USP. Doutora em Arquitetura e Urbanismo, USP. Assimetria dos lados, 2011 - Diálogos pertinentes Cidade Imaginada é uma obra publicada pela Fundação Athos Bulcão, em 1994, que apresenta ensaio plástico-poético de Wlademir Dias-Pino. As múltiplas referências à Brasília são, na realidade, reverências à cidade-caput do país, onde a utopia e o imaginário apresentam-se em articulações plurívocas, para a concretização das idéias/ideais, expressão da produção humana, nas diferentes áreas do conhecimento. Wlademir selecionou frases, recompôs fotografias, para traduzi-las em imagens que caracterizam o trabalho do artista, dedicado à concepção de um tema pré-definido. Reunir textos em prosa e verso, conectados às ilustrações em perfeita sintonia, é lição de um mestre. O trabalho de Daniel Pellegrin, apresentado nessa

Assimetria dos lados

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Marília Beatriz Professora da UFMT, mestre em Comunicação e Semiótica/PUC-SP Assimetria dos lados, 2011 “Figura: forma exterior de um corpo                Vulto Sombra                Pessoa Personagem Entidade Personalidade”. Ensina Wlademir Dias Pino em um de seus poéticos textos. É com essa trama que a obra de Pellegrim se revela: desvelando formas que equilibram e apontam os corpos incrustados e inscritos na carnadura do silêncio, silêncio quebrado de quando em vez pela letra/lavrada, no verso/conversa, com palavra/vazada: corpo da imagem. Imagem insinuante, sedutora, esculpida e capturada. Um foco que se desloca no conto, na estória, no livro que se agita na moldura. O texto - imagem pura! E a imagem é a própria pessoa do artista com seus afetos. Eis então a revelação: a obra é parte do mistério, da arte que vive em solidão e no equilíbrio entre a linguagem recolhida por Pellegrim e a expressão admirada em Wlademir. Mais que o recorte da figura e a fab

Luk ti! Amelí. Bena mi, Gee. Guará! Stum

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Joice Gumiel Passos Mestra em Filosofia da Estética, UFRJ, Membro ABCA/AICA. Luk ti! Amelí. Bena mi, Gee. Guará! Stum. 2010 Catálogo da Mostra e jornais de Cuiabá e Curitiba   Experimental, lúdico, pós-moderno, alia suas atuais inquietações estéticas, às questões da  toy art *. Uma versão da arte  pop  contemporânea que apresenta a “arte brinquedo”, um movimento que utiliza desde as técnicas da reprodução em série até a produção artesanal e que, híbrido, comporta tanto a urbanidade, a tecnologia, como o  underground  e o  nonsense . Uma estética que se apresenta através de personagens exóticos que podem ser meigos, inocentes, violentos, subversivos, cômicos, satíricos e até heróicos ou eróticos. O objetivo é sempre, na ordem inversa, causar estranhamento, reação do fruidor, como assoprar e morder, ou vice-versa. Misturando arte urbana com cultura local, tecnologia com mitos e tendência global, a “arte- brinquedo” equivale à exigência do divertido na pós-modernidade.

Pellegrim abre nova exposição em Chapada

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Pellegrim abre nova exposição em Chapada Luiz Fernando Vieira Jornalista Transgênicos, 11 de novembro 2009 Caderno Vida – A Gazeta Chapada dos Guimarães aparece ainda mais encantada na nova exposição individual do artista plástico Daniel Pellegrim, que leva o estigmatizado nome Transgênicos. O pintor se renova e cria um novo universo de paisagens e personagens que ora parecem estranhos, ora tão familiares. Que revelam um espírito de brasilidade que não deixa de ser universal na medida em que consegue ser “lido” por qualquer um, seja em pleno Cerrado, no Hemisfério Norte ou na Ásia. A exposição também marca a inauguração de um novo espaço dedicado à arte na bucólica cidade. Quem lembra de outros trabalhos de Pellegrim vai sentir certas semelhanças com fases como a dos desenhos em nankin de 1998, ou a série alienígenas. Principalmente porque as formas sinuosas, exóticas, são algo comum entre elas. Mas ele traz um trabalho diferente, imagina cenários, personagens e situ

Operação Abaporu

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Émyle Daltro Jornalista e Produtora Cultural Operação Abaporu, 2007 XXIV Salão Jovem Arte, Folha 3, Folha do Estado Um segurança de mais de cem quilos, de cara fechada e braços cruzados. Em sua frente uma escrivaninha, em cima da mesma, maços de dinheiro, uma pistola Mauser, celulares, a folha com a notícia e uma calcinha preta. Quando nos aproximamos, intimidados pela cena, o segurança gentilmente nos oferece o dinheiro apreendido. Ironia, uma paródia, como numa apreensão tradicional, é montada a mesa com os produtos apreendidos, trabalhando-se a iconografia das imagens presentes nos cadernos policiais. Para a crítica Kátia Canton, “a inserção da arte contemporânea numa situação de embate entre uma sinceridade buscada pelo artista e um cinismo, que aparece como descrença nos valores vigentes e nessa perspectiva, surge uma atitude paródica, utilizada como estratégia para controlar e recriar uma realidade, detalhadamente construída pelas mãos e pelo pensamento do

Objeto Encontrado

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José Serafim Bertoloto. Professor e historiador de arte, Doutor em Comunicação e Semiótica Objeto Encontrado – 2001 Jornais de Cuiabá Acesse outros trabalhos clicando aqui. Nesta mostra, Daniel Pellegrim reduz a temática ao universo do cotidiano, onde imagens apropriadas de objetos se misturam e se fundem em um cenário ilusório e futurista. Suas info-gravuras são pensadas e articuladas a partir de um conceito inicial, porém, na manipulação dos objetos e na experimentação de novas texturas e, com uma forte parcela de ajuda do acaso, o processo de criação se materializa em obra. A marca ARNO do liquidificador se destaca entremeio figuras humanas destroçadas pela ação do mesmo. A cena é completada pela movimentação de corrimento líquido da caneca debruçada sobre a obra almejada. Ele utiliza também, das notas de dinheiro e papéis contorcidos numa composição com a máquina fotográfica e o projetor de slide. O novo e o antigo se articulam, e contextualizam no cabo da

Alienígenas

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José Serafim Bertoloto Professor e historiador de arte Doutor em Comunicação e Semiótica Alienígenas, 2000 Jornais de Cuiabá Em toda a sua história o homem traz o desconhecido como referência, o medo e o desejo freudiano nos leva a imaginar coisas. Coisas que a imaginação que não vê limites, nem teor qualitativo, neste pensar. O artista, muito mais que outros indivíduos, não estipula barreiras e, em seu processo criativo, transmite parte dessa efervescência interior para a nossa realidade. Estamos sendo observados, um olhar enigmático nos atinge pela fresta da janela a todo momento. Um ser alienígena estuda o nosso comportamento, qual será o motivo dessa aproximação? O que são eles? Seres enigmáticos, ou absurdos do nosso desconhecimento? O homem teme o desconhecido, que ao mesmo tempo o intriga e o fascina, instigando-o às buscas e às descobertas. Figuras autóctones do nosso pensamento visualizam o alienígena com a mesma imagem. O lado primitivo do pensamento

Contraste e Imaginação

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Roseli Riechelmann   Jornalista Contraste e Imaginação Jornal Folha do Estado – 13 de abril de 1999 Traços irregulares, cores fortes, contraste e imaginação. Com essas composições, o artista plástico Daniel Pellegrim Sanchez estará apresentando suas telas em Cuiabá. A exposição de Sanchez aberta ontem no Espaço Cultural do Shopping Goiabeiras, coloca o “abstracionismo” do artista em evidência até 23 de abril. Sanchez é um dos artistas da nova safra. Apesar de desenhar e pintar desde a infância, há apenas dois anos passou a expor seus trabalhos. O estilo deste paranaense de Marialva, segue os mestres Dali e Miró. O abstrato, pop e o surrealismo podem ser encontrados nos acrílico sobre tela do pintor. De acordo com Daniel Sanchez sua fonte de inspiração depende do momento, da cena está vivenciando. “Tiro inspiração do dia a dia. De uma pescaria, de um passeio pela cidade”, informa. A intuição é o traço mais forte e marcante do autor. Em seus trabalhos cada espectado